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Capítulo 01 — Introdução ao OpenShift
Antes de qualquer comando, vamos entender em linguagem simples o que estamos construindo e por quê. Se você já conhece containers e Kubernetes, pode pular direto para a arquitetura do laboratório mais abaixo.
O que é um container?
Imagine que sua aplicação precisa de uma versão específica do Python, algumas bibliotecas e certas configurações para funcionar. Um container é uma "caixa" que empacota a aplicação junto com tudo isso — sistema de arquivos, dependências e configuração — de forma isolada. Assim, ela roda igual em qualquer máquina, sem o clássico problema de "na minha máquina funciona".
O que é Kubernetes?
Quando você tem só um container, é fácil gerenciar na mão. Mas em uma empresa real, existem centenas ou milhares de containers rodando ao mesmo tempo, em várias máquinas. O Kubernetes é o "maestro" que decide em qual máquina cada container roda, reinicia containers que travaram, distribui tráfego entre eles e escala a aplicação para cima ou para baixo conforme a demanda — tudo isso automaticamente, sem um humano precisar clicar em nada.
O que é um cluster e um node?
Um cluster é o conjunto de máquinas (físicas ou virtuais) que o Kubernetes administra como se fossem uma coisa só. Cada máquina individual dentro desse conjunto é chamada de node. No nosso laboratório, para simplificar o estudo, o cluster inteiro vai rodar dentro de uma única VM local — ou seja, teremos um cluster de 1 node só.
Onde entra o OpenShift?
O OpenShift é uma plataforma da Red Hat construída em cima do Kubernetes — ou seja, é Kubernetes por dentro, com uma camada extra de recursos corporativos: tela de administração via navegador (console web), um jeito próprio de expor aplicações para a internet (Route), um "armazém" de imagens de container já integrado (registry interno), segurança mais rígida por padrão, e ferramentas de automação (Operators) que instalam e mantêm outras aplicações sozinhas.
O que vamos construir passo a passo
Comandos de reconhecimento
›_ Simulador de terminal oc
⚠ Ambiente simulado: os comandos abaixo não se conectam a um cluster real. As respostas são pré-programadas para fins didáticos.